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Amigos e parentes de PMs fazem protesto no Centro de Vitória

Em paralelo ao protesto, acontece nesta tarde uma audiência de conciliação entre todos os envolvidos no movimento que resultou na greve dos policiais militares e que durou 22 dias

Atualizada às 18h45

Protesto de amigos e familiares de PMs no Centro de Vitória
Protesto de amigos e familiares de PMs no Centro de Vitória
Foto: Rafael Monteiro de Barros

Terminou às 18h10 desta quinta-feira (16) o protesto de amigos e familiares de PMS no Centro de Vitória. A manifestação começou por volta das 15 horas, com interdições na Avenida Jerônimo Monteiro. Com faixas e cartazes, o grupo pedia melhores condições de trabalho para a categoria. 

Também nesta tarde foi iniciada uma audiência de conciliação entre todos os envolvidos no movimento que resultou na greve dos policiais militares e que durou 22 dias. O juiz Mário da Silva Nunes Neto, da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual (MPE), atendeu ao pedido do Ministério Público Estadual, proposto na última segunda-feira (6) e marcou a reunião para esta quinta-feira.

Foram intimados para a audiência representantes do Comitê Permanente de Negociação do Estado, a Procuradoria Geral do Estado (PGE), da Associação de Cabos e Soldados (ACS), da Associação de Subtenentes e Sargentos da Polícia e Bombeiros Militares (Asses), da Associação de Bombeiros Militares (ABMES), da Associação dos Oficiais Militares (ASSOMES), da Associação dos Militares da Reserva (ASPOMIRES).

Uma das representantes, que pediu para não ser identificada, disse ao G1 que elas foram impedidas de participar da audiência de conciliação com governo, associações e Ministério Público Estadual. No entanto, em nota enviada no início da da noite, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos informou que o movimento de mulheres foi notificado, por edital, para comparecer e participar da negociação na Justiça estadual, mas nenhuma delas compareceu. A participação do movimento das mulheres está, de fato, prevista no edital de convocação do MP-ES, publicado no Diário da Justiça. 

A audiência segue na 3ª Vara da Fazenda com a participação apenas de representantes do Governo do Estado e das associações de policiais e bombeiros militares.  

De acordo com uma das representantes das mulheres, nem mesmo o advogado da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que as representa, pôde entrar na audiência. A Justiça já havia negado anteriormente a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT-ES) na audiência de mediação. 

“A gente quer que o governador nos atenda sem querer nos punir. Estamos lutando pelo nosso direito. A sociedade já viu que não dá para ficar sem segurança. O governador não arreda o pé. Ele passou mel na chupeta de outros para tentar vencer as mulheres, mas não vai conseguir. Ninguém do movimento das mulheres foi convocado. O objetivo dessa audiência é identificar para prender”, disse.

A representante diz que o movimento pretende voltar a se manifestar em frente aos batalhões. “Nós já vamos voltar parando batalhão por batalhão. Um de cada vez, para não prejudicar a sociedade. Será uma manifestação mais organizada”. (Gazeta Online com informações de Manoela Albuquerque, do G1 ES)

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