Notícia

Número de pedidos de refúgio no Brasil em 2016 sobe 23%

No ano passado, país tinha 9.689 refugiados e mais 35,4 mil pedidos de refúgio, segundo dados da Acnur divulgados em SP

Os números oficiais só serão divulgados pelo Conare ao longo da semana
Os números oficiais só serão divulgados pelo Conare ao longo da semana
Foto: Agência Estado

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, com a sigla ACNUR em português, divulgou nesta segunda-feira (19), com base em números do Comitê Nacional dos Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, que houve aumento nos números de refugiados e no de pedidos de refúgios no Brasil em 2016.

Em 2016, o número de refugiados no país subiu 9,3% e o número de pedidos de refúgio cresceu 23,6% no último ano em comparação a 2015.

Enquanto que, em 2015, havia 8.863 refugiados no Brasil, o número saltou para 9.689 em 2016. Já o número de pedidos de refúgio passou de 28.670, em 2015, para 35.464, em 2016.

Os números oficiais só serão divulgados pelo Conare ao longo da semana, mas parte deles foi antecipada nesta segunda-feira em São Paulo pelo Acnur durante um encontro que está sendo realizado para o apoio dos refugiados.

Conflitos locais, guerra civil e fome fizeram com que o número de refugiados e deslocados no mundo aumentasse ainda mais em 2016, segundo relatório divulgado nesta segunda. Os dados estão tornando a atual crise humanitária a mais grave desde a fundação da ONU, em 1945.

Os países com maior número de refugiados são Síria, Afeganistão, Sudão do Sul e Somália, e os países que mais os recebem são Turquia, Paquistão, Líbano, Irã, Uganda, Etiópia e Jordânia, não países desenvolvidos (veja mais abaixo).

O número de refugiados e deslocados no mundo atingiu 65,6 milhões de pessoas no ano passado, um crescimento de 300 mil na comparação com 2015, segundo o Relatório Global Sobre Deslocamento Forçado em 2016, divulgado pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur).

Desse total, 10,3 milhões foram forçadas a deixarem seus lares pela primeira vez (15,7%) e metade são crianças. Crianças que viajavam sozinhas ou separadas de seus pais pediram cerca 75 mil solicitações de refúgio só no ano passado.

A guerra na Síria, que já dura 6 anos, é a causa do maior fluxo de refugiados do planeta. São 5,5 milhões de pessoas que deixaram o país em busca de um local mais seguro, segundo o relatório do Acnur.

Países de origem dos refugiados em 2016:

Síria: 5,5 milhões

Afeganistão: 2,5 milhões

Sudão do Sul: 1,4 milhão

Somália: 1,0 milhão

O número de refugiados e deslocados no mundo atingiu 65,6 milhões de pessoas no ano passado, um crescimento de 300 mil na comparação com 2015, segundo o Relatório Global Sobre Deslocamento Forçado em 2016, divulgado pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur).

Desse total, 10,3 milhões foram forçadas a deixarem seus lares pela primeira vez (15,7%) e metade são crianças. Crianças que viajavam sozinhas ou separadas de seus pais pediram cerca 75 mil solicitações de refúgio só no ano passado.

Países que mais receberam refugiados:

Turquia: 2,9 milhões

Paquistão: 1,4 milhão

Líbano: 1 milhão

Irã: 979,4 mil

Uganda: 940,8 mil

Etiópia: 791,6 mil

Jordânia: 685,2 mil

O relatório também faz um alerta para o elevado número deslocamentos internos: 6,9 milhões de pessoas forçadas a se deslocar dentro dos seus próprios países. A Síria, Iraque e Colômbia são os países com maior número de refugiados internos.

Segundo o porta-voz do Acnur no Brasil, os dados podem indicar uma tendência de aumento do fluxo de refugiados no futuro, pois esses deslocamentos internos mostram que as pessoas tentam ficar nos países onde nasceram antes de se refugiar em outros países.