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'Devemos condenar tudo o que representa o ódio', diz Trump

Conflito neste sábado (12) deixou ao menos duas pessoas feridas

Por precaução, mais de mil agentes de segurança tinham sido mobilizados
Por precaução, mais de mil agentes de segurança tinham sido mobilizados
Foto: Patrick Semansky

O presidente do Estados Unidos, Donald Trump, usou sua conta oficial no Twitter para se manifestar, neste sábado (12), sobre o confronto entre supremacistas brancos e antifascistas na cidade universitária de Charlottesville, no Estado americano de Virgínia. "Nós todos devemos estar unidos e condenar tudo o que representa o ódio. Não há lugar para esse tipo de violência na América. Vamos continuar unidos", afirmou.

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, também condenou o confronto no Twitter. “Nosso país incentiva a liberdade de expressão, mas vamos nos comunicar sem ódio em nossos corações. Nada de bom vem da violência”, afirmou.

Ao menos duas pessoas ficaram feridas durante o ato que aconteceu neste sábado (12) após protesto da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus.

Durante confronto, a prefeitura da cidade declarou estado de emergência e, através de um comunicado no Twitter, citou o ato como uma "iminente guerra civil". Segundo a polícia de Virgínia, alguns manifestantes foram detidos durante o confronto.

A cidade Charlottesville, que tem pouco mais de 50 mil habitantes, foi escolhida como palco dos protestos após anunciar que pretende retirar uma estátua do general confederado Robert E. Lee de um parque municipal, segundo a BBC.

Por precaução, mais de mil agentes de segurança tinham sido mobilizados, segundo a Efe, e o governador do estado, o democrata Terry McAuliffe, tinha pedido aos cidadãos que se mantenham afastados do protesto.

Na noite desta sexta-feira (11), centenas de homens e mulheres carregavam tochas, fizeram saudações nazistas e gritavam palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

O protesto foi descrito pelos participantes como um aquecimento para o evento "Unir a Direita", previsto para este sábado na cidade e que prometia reunir mais de mil pessoas, incluindo os principais líderes de grupos associados à extrema direita no país.

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