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Em vídeo e sem citar nomes, Temer pede punição a criminosos

O material deve ser divulgado nesta segunda-feira às 15h, quando o peemedebista estará voando para a Rússia

Este é o segundo vídeo do presidente para redes sociais em uma semana, com vistas a buscar tirar o governo da pior crise
Este é o segundo vídeo do presidente para redes sociais em uma semana, com vistas a buscar tirar o governo da pior crise
Foto: Reprodução/ NBR

Antes de passar uma semana fora do país, o presidente Michel Temer gravou vídeo para as redes sociais em que pede punição a criminosos. O material deve ser divulgado nesta segunda-feira às 15h, quando o peemedebista estará voando para a Rússia.

Sem citar nomes, Temer discursa em meio à tentativa de rebater as acusações de Joesley Batista, dono da JBS, que disse à revista "Época" que o peemedebista é líder da "maior e mais perigosa organização criminosa" do país. Neste domingo, o peemedebista afirmou em nota que o delator é o "bandido notório de maior sucesso na história brasileira" e prometeu processá-lo. Temer tentou ainda associar o crescimento da multinacional aos governos petistas, dos quais o partido presidido pelo presidente era aliado.

Este é o segundo vídeo do presidente para redes sociais em uma semana, com vistas a buscar tirar o governo da pior crise. Na última segunda-feira, Temer se disse vítima de denúncias "artificiais e montadas" e afirmou que instituições públicas que cometem crimes aproximam o país da ditadura. A fala veio para rebater outra revista: a "Veja", que publicou que o peemedebista acionou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar o relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin. Temer disse que não iria "esmorecer".

O presidente é investigado na Corte por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça. Ele deve ser denunciado na próxima semana pela Procuradoria-Geral da República. Se isso acontecer, a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, remeterá a peça à Câmara, que analisará o caso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e votará no plenário se a denúncia deve seguir ou não. É necessário que 342 deputados, ou dois terços do pleno, deem aval para o processo. Neste caso, o STF também julgará em plenário se aceita a denúncia e, assim, torna Temer réu. O peemedebista teria de ser afastado da Presidência por até seis meses.